#horecafazpartedasolução: Mais Vidro, Mais Reciclagem 2022-03-24


No passado dia 22 de março, foi apresentado em Guimarães, o projeto "#horecafazpartedasolução: Mais Vidro, Mais Reciclagem" que pretende facilitar a tarefa de colocar grandes quantidades de vidros de embalagens de vidro no vidrão.
Este, promovido pela Associação das Indústrias do Vidro e da Embalagem e a Sociedade Ponto Verde, pretendem apoiar a cumprir o objetivo das metas de reciclar 70% das embalagens de vidro, em 2025 e 75%, em 2030, através de um maior envolvimento das empresas do canal HORECA (restaurantes, hotéis, cafés). 

O sistema é composto por contentores de 120 litros que, quando acoplados a um dispositivo num vidrão próprio, permite bascular o conteúdo sem esforço. Este dispositivo destina-se a facilitar a tarefa de reciclagem aqueles que são os maiores produtores deste tipo de material. Em média, este tipo de empresas, produz anualmente 2045 quilos de embalagens de vidro, contra os 63 quilos das habitações domésticas. 

Contudo, o problema é que os vidrões existentes não estão pensados para estes operadores. Com as entradas situadas a uma altura elevada, é impossível despejar uma carga pesada de forma rápida e confortável. Segundo dados da Sociedade Ponto Verde, em projetos piloto, com contentores basculantes, realizados em 2014, em Setúbal e Almada, foi possível aumentar em 300% a recolha. Estas primeiras experiências visavam testar a tecnologia, com o projeto-piloto, hoje apresentado, procura-se avaliar a continuidade da adesão das empresas, por isso estende-se por 18 meses. 

O "#horecafazpartedasolução: Mais Vidro, Mais Reciclagem", já arrancou com a Lipor, em Matosinhos, Gondomar e Espinho, com a Resinorte, em Guimarães e Vizela e em Cascais, através da Cascais Ambiente. Em maio, a Algar vai alargar o projeto a alguns municípios do Algarve.

No total serão colocados 270 vidrões com esta capacidade basculante, estrategicamente colocados nos pontos de maior produção de vidro usado. Paralelamente, o programa também prevê a formação dos agentes do setor para a reciclagem do vidro, porque apesar de a população portuguesa não ser resistente, há boas práticas que é preciso implementar.